Na indústria, a cotação é o coração da venda. Ela chega por e-mail, por formulário, pelo WhatsApp do vendedor, às vezes com desenho, às vezes com a foto de uma peça. Vai para a engenharia calcular, volta para o comercial, segue para o cliente e entra numa espera que pode levar semanas. No meio desse caminho, muita cotação simplesmente para.

Este guia mostra como organizar o caminho da cotação num CRM ligado ao site, as etapas que fazem sentido na venda industrial e como medir o resultado.

Onde a cotação se perde

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    Na entrada: o pedido chegou no e-mail de um vendedor que está de férias.
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    Na engenharia: a cotação ficou na fila sem prazo, e o cliente fechou com quem respondeu antes.
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    Depois do envio: a proposta foi mandada e ninguém perguntou de novo.
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    Na recompra: o cliente comprava a cada três meses, parou, e ninguém percebeu até o fim do ano.

As etapas do funil industrial

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    Pedido de cotação recebido: item, material, quantidade, prazo, anexo e origem.
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    Em análise técnica: com o responsável e a data prometida.
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    Cotação enviada: valor, prazo de entrega e validade.
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    Em negociação: revisão de preço, prazo ou especificação.
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    Pedido fechado: número do pedido e data prevista de entrega.
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    Recorrente: cliente com histórico de compra e intervalo médio entre pedidos.
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    Perdido: com o motivo (preço, prazo, especificação, sem retorno).

Na venda industrial, o motivo de perda vale ouro. Três meses de registro mostram se a empresa perde por preço, por prazo de entrega ou por demora na cotação. São problemas com soluções muito diferentes.

O que o site entrega ao CRM

Um bom formulário de cotação pergunta o que a engenharia precisa: item, material, quantidade, prazo e desenho anexado. Ligado ao CRM, ele cria a ficha na hora, distribui para o vendedor da região ou do setor e já abre a tarefa de análise técnica, com prazo.

O comprador recebe uma confirmação automática com o número da cotação e o prazo de resposta. Parece detalhe. Para quem está cotando com cinco fornecedores, é sinal de organização.

O guia site para indústria mostra como montar as páginas e o formulário.

A recompra é onde está a margem

O cliente industrial que já comprou tem custo de venda baixo e conhece a qualidade da entrega. O CRM calcula o intervalo médio de cada cliente e, quando esse intervalo passa sem novo pedido, cria uma tarefa para o vendedor ligar. Não é para empurrar venda; é para perguntar se mudou alguma coisa. Muitas vezes mudou: outro comprador, outro projeto, um concorrente com preço melhor. Saber disso no mês certo é a diferença entre recuperar e perder o cliente.

Exemplo resolvido: o prazo da cotação

Cenário declarado, com números ilustrativos: uma metalúrgica recebe 40 pedidos de cotação por mês e leva em média seis dias úteis para responder. Fecha 8 pedidos por mês, com valor médio de R$ 18.000.

Com o CRM organizando a fila técnica por prazo, o tempo médio de resposta cai para três dias. Suponha que a resposta mais rápida faça a empresa fechar 2 pedidos a mais por mês, que antes iam para o concorrente que respondia primeiro.

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    2 × R$ 18.000 = R$ 36.000 por mês em pedidos adicionais

Agora a recompra: se 10 clientes recorrentes compram a cada 90 dias e o acompanhamento evita que 2 deles parem no ano, são até oito pedidos anuais que continuam entrando. Os números são ilustrativos. Refaça com o seu tempo de resposta, a sua taxa de fechamento e o seu ticket.

Os números para o gestor

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    Pedidos de cotação por mês, por origem e por setor
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    Tempo médio da cotação, do recebimento ao envio
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    Taxa de cotação que vira pedido
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    Motivos de perda
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    Clientes com recompra atrasada

O CRM e o ERP

A indústria já tem um ERP com estoque, produção e faturamento, e o CRM não o substitui. Ele cuida do que acontece antes do pedido: o contato, a cotação e a negociação. O ideal é que os dois conversem: o pedido fechado no CRM vira pedido no ERP sem ninguém digitar de novo, e o histórico de faturamento do ERP alimenta a recompra no CRM. Essa ligação é trabalho de integração, não de troca de sistema. Veja a página de apps e automações.

Quando começar

Se a empresa recebe poucas cotações e um vendedor dá conta de todas, uma planilha compartilhada com as etapas acima já organiza muito. O CRM ligado ao site compensa quando há vários vendedores, várias origens de contato e a engenharia vira gargalo. Para os benefícios em geral, leia site integrado ao CRM.