Quem procura dentista no Google raramente escolhe o primeiro resultado sem olhar. A pessoa abre dois ou três consultórios no celular, compara em poucos segundos e chama o que respondeu melhor às perguntas dela. Quem não respondeu nem fica sabendo que foi descartado.

Este guia mostra que perguntas são essas, como o site de uma clínica odontológica responde cada uma e um teste de dez minutos para conferir o seu hoje.

As cinco perguntas do paciente antes de marcar

Para quem está com dor, a pergunta é "atende hoje?". Para quem quer um tratamento planejado, como implante, aparelho ou clareamento, a pergunta é "posso confiar?". Nos dois casos, a checagem segue quase sempre a mesma ordem:

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    Faz o que eu preciso? O tratamento está escrito com o nome que eu uso, e não só "odontologia integrada".
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    É perto e fácil de chegar? Bairro, endereço, mapa, estacionamento, acessibilidade.
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    Atende o meu caso? Convênio aceito, atendimento infantil, urgência, horário depois do expediente.
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    Quem vai me atender? Nome do dentista, formação, número no CRO, foto do consultório.
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    Como eu marco? Um botão que abre a conversa ou a agenda, sem precisar procurar.

O site que responde as cinco em menos de um minuto de rolagem já está à frente da maioria. Não porque é bonito, mas porque poupa o paciente de perguntar. O guia por que o cliente desiste antes de te chamar mostra como essa checagem acontece em qualquer negócio.

O que o site de um dentista precisa ter

Uma página por tratamento principal. Implante, ortodontia, clareamento, prótese e odontopediatria são buscas diferentes, feitas por pessoas diferentes. Uma página para cada uma, com o que é, para quem é indicado, como funciona a primeira consulta e as dúvidas mais comuns, dá ao Google um motivo para mostrar a clínica em cada busca. Uma página só, com a lista de tratamentos, não dá.

A região escrita por extenso. "Clínica odontológica na Vila Mariana, a cinco minutos do metrô Ana Rosa" diz ao paciente e ao Google onde você está. Logo e foto da fachada não dizem.

Convênios e formas de pagamento à vista. É uma das primeiras dúvidas e uma das que mais geram mensagem repetida no WhatsApp. Se a clínica atende particular e alguns convênios, a lista fica na página, atualizada.

A equipe com nome e registro. O código de ética da odontologia pede o nome e o número de inscrição no CRO do responsável nos anúncios da clínica, e o site é um anúncio. Além de ser regra, é sinal de confiança: o paciente quer saber quem vai cuidar dele. Confirme as regras atuais de publicidade no CRO do seu estado, principalmente antes de publicar foto de antes e depois ou preço de tratamento.

Um caminho curto para marcar. Botão de WhatsApp fixo na tela, com mensagem pronta ("Oi, quero marcar uma avaliação"), ou link direto para a agenda. Quanto menos o paciente precisar digitar, maior a chance de ele mandar a mensagem antes de mudar de ideia.

O perfil da empresa no Google ligado ao site. Na busca "dentista perto de mim", o mapa aparece antes dos sites. O perfil precisa ter a categoria certa (dentista ou clínica odontológica), horário real, fotos e o endereço do site.

O que o site não deve fazer

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    Prometer resultado. "Sorriso perfeito garantido" é o tipo de frase que a regra profissional costuma vetar e que o paciente desconfia.
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    Esconder o telefone dentro de uma imagem. O Google não lê o número na foto, e o paciente não consegue tocar para ligar.
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    Ser lento no celular. Quem está com dor não espera página carregar. Veja como medir no guia site lento perde cliente.
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    Expor paciente. Depoimento, foto e caso clínico só com autorização por escrito, e dado de saúde tem proteção reforçada na LGPD (Lei 13.709/2018, art. 11). Na dúvida, fale com um profissional jurídico.

Exemplo resolvido: a mesma clínica, duas primeiras telas

Cenário declarado, com dados ilustrativos: uma clínica de bairro com três dentistas, que atende particular e dois convênios.

Primeira tela antes: logo, foto da recepção e a frase "Excelência em sorrisos desde 2010". O paciente não sabe se a clínica faz implante, se aceita o convênio dele nem onde ela fica. Precisa rolar ou perguntar.

Primeira tela depois: "Clínica odontológica no Tatuapé. Implante, aparelho e tratamento infantil. Atendemos particular e dois convênios." Logo abaixo, o botão "Marcar avaliação pelo WhatsApp" e o endereço com o tempo a pé desde o metrô.

A segunda versão não é mais bonita. É mais útil. O paciente decide em cinco segundos se vale chamar, e chega à conversa perguntando horário, não o que a clínica faz.

O teste de dez minutos

Abra o site da sua clínica no celular, de preferência no aparelho de outra pessoa, e responda:

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    Em cinco segundos dá para saber que tratamentos vocês fazem e em que bairro?
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    Os convênios aceitos estão escritos?
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    O nome e o CRO do responsável aparecem?
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    O botão de marcar funciona e abre a conversa certa?
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    Buscando "dentista" e o nome do seu bairro no Google, a clínica aparece no mapa?

Cada "não" é uma pergunta que hoje chega no WhatsApp da recepção ou, pior, não chega.

Quando o site não é a prioridade

Se a agenda está cheia por indicação e não há horário para paciente novo, o site pode esperar. O mesmo vale se o perfil no Google ainda não existe: comece por ele, que é gratuito e aparece primeiro na busca local. O site passa a pesar quando a clínica quer escolher que tipo de paciente atrair, e não só receber quem chega.

Se o próximo passo é organizar o que acontece depois que o paciente chama, o guia CRM para clínica odontológica mostra como acompanhar cada contato até a consulta e o retorno. E para ver como a Startz monta sites com esse método, conheça a página de sites personalizados.